“Eu nunca precisei tanto de alguém, como eu preciso de você.”
Como eu consigo afastar as pessoas que eu mais amo de mim?
Olhe para trás. Quantas pessoas passaram pela sua vida? Quantas deixaram marcas? Quantas vezes você chorou esse ano? Quanta coisa aconteceu? Você se divertiu? Sorriu? Você fez as coisas que planejou fazer? Como foi a escola? Seus amigos? Você está feliz? Quantas vezes você brigou com alguém? Quantas vezes você pensou naquela pessoa? Quantas vezes você se divertiu? Você comeu bastante? Gritou bastante? Quantos suspiros arrancaram de você? Quantas coisas você fez? […] E por último, olhe suas respostas. Valeu a pena?
“Sabe quanto eu lutei pra fazer você feliz?”
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Ele: Boa noite, pequena.
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Ela: Boa noite.
- Silêncio.
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Ele: Já dormiu?
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Ela: To quase. Porquê?
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Ele: Nada.
- Silêncio de novo.
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Ele: Pequena?
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Ela: Fala.
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Ele: Você sabia que você foi a melhor coisa que já me aconteceu?
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Ela: Ah, obrigada.
- Silêncio de novo.
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Ele: Ainda tá acordada?
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Ela: TÔ, CARALHO. FALA LOGO.
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Ele: Nada não, esqueci.
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Ela: PORRA, ALÉM DE NÃO DEIXAR A GENTE DORMIR, AINDA É POR BESTEIRA. BOA NOITE.
- Ela dorme e ele começa a rabiscar algumas palavras em um pedaço de papel enquanto uma lágrima escorre de seu rosto.
- Ela acorda, vê o lado da cama vazio e um bilhete, parcialmente molhado.
- "Bom dia, meu anjo. Dormiu bem? Espero que sim. Peço desculpas por ontem à noite, mas eu precisava ouvir sua voz antes de dormir. E hoje saí logo cedo, pra uma última caminhada no parque. Lembra que eu disse que fui ao médico há 6 anos, antes de nos conhecermos e ele diagnosticou câncer de laringe? Então, era verdade. Mas o que não te disse é que ele disse que eu tinha 6 anos de vida apenas. E lembra semana passada quando eu fui ao médico, tossindo muito? Ele disse que eu não passaria por essa noite. E lembra que você acordou várias vezes a semana toda comigo tossindo e cospindo sangue? Pois é. Era meu corpo avisando que eu tava no fim. Mas não queria te assustar. Antes de eu partir, espalhei pela casa algumas surpresas. Quero que tire o dia para encontrá-las. Te amo, meu amor. Para sempre".
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Com lágrimas nos olhos, ela desce a escada, que estava coberta de margaridas, sua flor favorita. Chegando à sala, um filhote de cachorro com um lacinho no pescoço dormia no sofá. Havia um bilhete: "Sempre quisemos um filho, se lembra? Aqui está.". Ela fez carinho nele e foi à cozinha, chorando. Uma mesa de café da manhã montada: pães, patês, geléias, sucos, frutas, café... E uma foto dele na outra ponta da mesa, onde costumava se sentar. Um bilhete: "Tome um café comigo.". Depois de uma farta refeição, ela caminhou para o jardim. No banco onde costumavam se sentar e ver o pôr do sol, uma caixinha. Dentro, uma aliança com os dizeres "Sempre seu".